Repara na saudade.

Saudade. Sentimento que bate forte cá dentro com vontade de ser finito. Com uma existência duradoura e sem fim, procurando a causa da sua origem, nunca a encontrando. A saudade é algo único e imperfeito, é uma vontade insatisfeita de termos aquilo que nos faz falta e que nos fez feliz durante um certo tempo antes de sumir. Saudade representa aquilo que outrora possuímos e depois perdemos, que teve nas nossas mãos e deixámos largar, como que nós deixámos cair no abismo sem vista no seu retorno. 
Sentimento especial e contraditório. Contraditório porque? Porque nos lembra de falta que nos faz e da mágoa que causa. Cada acto, cada movimento, cada expressão, cada cheiro, cada sensação, causada pela saudade.
Este sentimento que nos rói por dentro causa amargor. Uma amargura de tal modo que nos incapacita de ver um realidade que se apresenta aos nossos olhos, onde a saudade influência o nosso estado de espírito, o nosso humor.
Mas porque deixar que a saudade nos enfraqueça a mente, a alma, o corpo? Porque não tentar recuperar o que causou tal impressão? 
Temos de arrancar das fraquezas da saudade a mais pura vontade de felicidade, de sorrir puramente.
Retroceder esta sensação e voltar à indução de prazer de ventura.
Rapidamente restauramos a dor que ali habitara através da saudade e deixamos-nos cair na suavidade que os bons sentimentos nos transmitem, transbordando nas palavras a mais pura relação com o estado de contente que nos pusera assim que passara a saudade.
Saudade: tão difícil de descrever, palavra única e de impossível tradução, e um sentimento inigualável a "sentir falta" e "precisar de volta"