Novo dia e mais um aumento na minha esperança que isto tudo acabe, rapidamente.
Falo da angústia que dentro de mim rói, falo das dores constantes dentro do meu crânio, falo da vontade de partir um espelho cada vez que me observo num.
Farta de me sentir desta maneira, e de não querer mudar, por um lado ter medo de saber como seria se gostasse de mim, se mudaria como sou como pessoa. Será que mudaria? Será que ficava uma pessoa melhor? Especulações que nem penso em concretizar só pelo medo, pelo receio de ser diferente e nem me reconhecer.
O meu pior inimigo não é, nada mais nem nada menos, eu própria. Eu faço me mais mal (não fisicamente) do que qualquer pessoa imagina. Sofro mais pelas coisas que digo de mim própria do que os outros possam dizer. Quer dizer, sofrer já quase nem sofro, por me matar um pouco cada vez mais. Matar a minha sanidade, matar metafóricamente a pessoa que sou, aquilo que sou por dentro.
Não consigo gostar do que sou, nem do que não sou. Preciso de mais tempo só para mim, algo que não tenho há imenso tempo. Necessito de me aprisonar e amar-me, me conhecer e de me melhorar, de saber que consigo ser bem melhor do que sou, já que não presto.
"I don't love me. I don't love my body. I don't love my soul. What's the point of loving it?"
"I don't love me. I don't love my body. I don't love my soul. What's the point of loving it?"